sexta-feira, 25 de abril de 2014

Bate Papo Olímpico 65: Carlos Eduardo Boso, 18 anos, de Nova Trento, Santa Catarina

24 de abril de 2014 às 16:51
Você nasceu em Nova Trento mesmo?

Carlos Eduardo: Sim, nasci em Nova Trento, e morei lá até o ano passado. É uma cidade calma, com 12 mil habitantes, e que tem uma cultura muito similar à italiana. Agora eu moro em Florianópolis de segunda a sexta, pois estudo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e retorno a Nova Trento nos fins de semana.

Conte-nos um pouco sobre a sua família.

Carlos Eduardo: Meu pai se chama Antonio Henrique Boso, é aposentado e locador de imóveis; e minha mãe se chama Elizete Hugen Boso e é agente de saúde. Ambos são neotrentinos e são as pessoas que mais me incentivaram - e incentivam - a buscar a excelência no aprendizado. Isso porque eles não tiveram oportunidade de seguir seus estudos - meu pai estudou até a 4ª série do ensino fundamental e minha mãe até a 8ª. Passo os fins de semana com eles. Tenho duas irmãs, uma mais velha chamada Lais Iara Boso, que está no último semestre do curso de administração e marketing, e uma mais nova chamada Laiara Yuri Boso, que está no 2º ano do ensino médio e já participou da OBMEP, tendo, inclusive, ganhado uma menção honrosa.

O que você está cursando na UFSC? Sempre estudou em escolas públicas?

Carlos Eduardo: Atualmente curso o 1º semestre de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Santa Catarina. No ensino fundamental e médio, sempre estudei em escola pública, mais especificamente na EEB Francisco Mazzola, que fica a uns 5 km da minha casa.

Você sempre gostou de matemática? Teve professores de matemática que foram marcantes na sua trajetória escolar?

Carlos Eduardo: Sempre amei a matemática, e quase sempre tirei 10 nas provas da disciplina. Também gosto muito de física e história. Tive alguns professores de matemática marcantes em minha vida, dentre eles Graciele Amorim, Maria Aparecida Speranzini, Gilson, Marcela e Elton Felix.

Em que anos você participou da OBMEP e quais foram os resultados?

Carlos Eduardo: Minhas premiações na OBMEP, ano a ano, foram as seguintes: 2007- Medalha de Bronze; 2008-Medalha de Ouro; 2009- Medalha Prata; 2010- Medalha de Ouro; 2011-Medalha de Bronze; 2012- Medalha de Ouro; e 2013-Medalha de Ouro.

O que acha do tipo de questões que caem nas provas da OBMEP?

Carlos Eduardo: No meu ponto de vista, são questões bastante desafiadoras e diferentes do que se vê no ensino regular. É uma abordagem da matemática muito mais divertida.

Como você resumiria a sua experiência com a OBMEP ao longo dos anos no ensino fundamental e médio?

Carlos Eduardo: A OBMEP foi a coisa mais importante da minha carreira escolar no ensino fundamental e médio. Isso porque foi ela que despertou meu interesse em estudar para conseguir atingir meus objetivos. Ainda me lembro de quando ganhei minha primeira medalha, e foi realmente uma sensação indescritível.

A escola em que você estudava em Nova Trento o incentivava a participar da Olimpíada?

Carlos Eduardo: A escola sempre avisava com bastante antecedência as datas das provas, e os estudantes que passavam de fase eram chamados para uma reunião com a direção em que se informavam todas as regras. Já os professores geralmente realizavam aulas e organizavam grupos para que as questões de edições anteriores fossem resolvidas.

Como foram as repercussões das premiações que você conquistou na OBMEP na sua família, escola e cidade?

Carlos Eduardo: A repercussão na minha família e escola era bem intensa, e como a cidade é pequena, quase todos ficavam sabendo das minhas conquistas. Ajuda também o fato de meu pai ser a pessoa mais orgulhosa das minhas premiações. Logo após me apresentar a um conhecido, ele sempre conta: "Esse é o filho que eu te falei, que ganhou medalha nas Olimpíadas de Matemática".

Você participou do Programa de Iniciação Científica Jr. da OBMEP (PIC)? Como foi a experiência?

Carlos Eduardo: Participei do PIC desde a minha primeira premiação, sendo que sempre assisti às aulas no polo Brusque. Adorei o programa, pois lá você aprende matemática de uma maneira totalmente diferente, de um modo muito mais divertido. Além disso, ele apresenta aos alunos coisas que eles não aprenderiam se não estivessem lá. É realmente um ótimo programa.

Você participou de algum outro programa da OBMEP além do PIC Jr.?

Carlos Eduardo: Este ano estou tendo a oportunidade de cursar o PICME, que é um outro programa da OBMEP, voltado para o Ensino Superior. Além disso, a OBMEP me deu a base necessária para eu conseguir acompanhar as aulas do Programa Avançado de Matemática (PAM) da UFSC.
Abaixo segue uma entrevista com Carlos Eduardo, hoje aluno da UFSC, mas que apresenta a importância da OBMEP em sua carreira discente.


Você chegou a participar alguma vez do Encontro do Hotel de Hilbert?

Carlos Eduardo: Do EHH nunca participei, porém participei do que antigamente se chamava EMO, que era uma versão do EHH realizada com os medalhistas de ouro. Adorei a experiência de ficar alguns dias em um hotel de Nova Friburgo tendo palestras e aulas sobre matemática, além de diversas formas de entretenimento.

No dia 7 de maio, você vai receber a medalha de ouro conquistada na OBMEP 2013 no Rio de Janeiro. Como está a expectativa para isso? 

Carlos Eduardo: A expectativa está muito grande, tanto por minha parte quanto por parte dos meus familiares, justamente por ser a última medalha. Espero que a premiação seja tão fantástica quanto as outras, e que tenhamos a ilustre presença da Presidenta. Além disso, espero poder rever os amigos feitos nas outras premiações.

Conte-nos um pouco sobre a sua rotina... E o que você gosta de fazer nos fins de semana, nos dias livres, ou quando está de férias?

Carlos Eduardo: Atualmente ando bastante focado em estudar o o material da universidade. Costumo acordar às 6h30 e ir para a UFSC, retornando apenas de noite para casa. Quando tempo algum tempo livre durante a semana, costumo navegar na internet. Durante os fins de semana, ensaio na Banda Musical Padre Sabattini, e também procuro me distrair jogando videogames, e saindo com os amigos, sendo que grande parte deles conheci graças à OBMEP e o PIC Jr.

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